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CURRAL 1.0

Um projeto de curral para o manejo de bovinos de corte: reduzindo os custos e melhorando o bem‐estar animal e a eficiência do trabalho. 


Em uma época em que muitos pecuaristas têm dificuldades de realizar investimentos em infra-estrutura, é mais difícil abordar temas sobre a adequação de instalações e equipamentos


O objetivo desse artigo é justamente mostrar que existem alternativas técnica e economicamente viáveis que permitem a construção de um curral e a adoção de boas práticas de manejo de bovinos de corte sem a necessidade de grandes investimentos e nem de soluções “mirabolantes”, evidenciando que, muitas vezes, soluções simples podem ser muito eficientes.


O primeiro passo: ao pensarmos na construção de currais para o manejo de bovinos de corte, devemos deixar de lado o conceito de que eles devem ter grande capacidade de “armazenagem” de animais e que devem ser sempre construídos para resistir à extrema pressão (exercida pelos animais), utilizando‐se materiais de pesados e estrutura muito reforçada. A mudança nesse conceito deve ser feita a partir da adoção de boas práticas de manejo no curral, com a implementação de boas rotinas de manejo, que tenham em conta o comportamento e o bem‐estar das pessoas e dos animais para definição do dia a dia de trabalho na fazenda.


É evidente que a manutenção dos bovinos nos currais por longo tempo, principalmente quando mantidos em alta densidade, gera dificuldades de manejo e aumenta a necessidade de manutenção das instalações. Um exemplo claro disso é a formação de lama, que ocorre principalmente devido ao excesso de pisoteio e acúmulo de urina e fezes, resultantes do longo tempo que os bovinos são mantidos confinados no curral, sendo frequente os animais permanecerem presos por longos períodos (entre 7 da manhã e 5 da tarde).


Um dos pontos principais na construção de um curral é a área de manejo intensivo, que é composta pela combinação das estruturas da seringa; tronco (ou brete) e tronco de contenção. No projeto proposto são definidas duas estruturas bastante diferentes das usualmente utilizadas: a seringa, que deve ter formato circular e o tronco (ou brete), onde os animais esperam para entrar no tronco de contenção ou balança, que é bem mais curto que o usual, com capacidade para acomodar apenas um animal adulto. Cada uma dessas estruturas tem uma função específica, mas todas elas devem ser utilizadas de forma complementar, proporcionando o fluxo constante de animais, de acordo com o ritmo de trabalho da equipe.

Mateus J.R. Paranhos da Costa

Grupo ETCO, Departamento de Zootecnia, FCAV/UNESP, Jaboticabal-SP

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